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7 de dez de 2013

TIPOLOGIA DOS HUMANÓIDES EXTRATERRESTRES - JADER PEREIRA

Classificação de Jader Pereira

O estudo classificatório de tripulantes alienígenas feito pelo pesquisador Jader Pereira, do extinto GGIONAI, foi um dos pioneiros na ufologia. Adotaremos o sistema, com eventuais extensões, como classificação auxiliar.


O estudo classificatório de tripulantes alienígenas feito pelo pesquisador gaúcho Jader Pereira, do extinto Grupo Gaúcho de investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (GGIOANI) foi um dos pioneiros na ufologia.1 Ele foi baseado em 333 casos catalogados em 31 países até 1970. Deles, 230 foram considerados, pelo autor, como de grande credibilidade, sendo que apenas 138, que consistiram na amostra efetiva da pesquisa, apresentaram dados suficientes para algum tipo de classificação. Jader esclarece que o estudo é apenas uma padronização de uma amostra que ele considera representativa, devendo servir somente como referência para futuras observações.



Os critérios adotados por Jader Pereira na classificação dos ocupantes é bem diverso e abrangente. Ele considera “características métricas”, onde a dimensões do corpo, membros e órgãos, como olhos, boca, nariz e orelhas são usadas como diferenciadores. Também usa “características qualitativas”, definida como formas do corpo, aspectos da pele, roupas e aparelhos. Por fim, aplica também “características psicossociais”, entendidas como o comportamento e as formas de eventuais diálogos.



A classificação final distribui as entidades semelhantes em tipos. Os tipos podem ser subdivididos em “variações” quando, a critério do autor, identifica-se algum aspecto que mereça distinção. Assim, a sigla “T1″ significa “Tipo 1″, a sigla “V1″ significa ”Variação 1″; e a sigla “T1V1″ significa “Tipo 1, Variação 1″. Nos casos sem variação, apenas a sigla do tipo é aplicada.



O autor também instituiu a catalogação de Casos Isolados (CI) cujos dados descritivos seriam insuficientes, ou não consistentes, para gerar uma classificação como tipo. Quando fossem registradas ocorrências semelhantes, esses casos poderiam ser reunidos em um Tipo Suplementar (TS), o que faria com que o sistema evoluísse, tornando-se cada vez mais completo.



A abrangência dos critérios de classificação, que permitiriam diferentes resultados mesmo se aplicados a grupos humanos restritos e conhecidos, faz com que o estudo de Jader seja metodologicamente questionável em vários aspectos. Isso, sem dúvida, contribuiu para que o sistema acabasse não sendo continuado por outros pesquisadores. Não se diminui, contudo, sua importância como exploração pioneira que, de fato, serviu de referência para vários trabalhos posteriores.



Em virtude de seus problemas, e de outras classificações adotadas hoje, a tipologia de Jader Pereira pode ser considerada ultrapassada.2 Todavia, ela, com eventuais extensões, será útil para nossos interesses, sendo usada para relacionar relatos diferentes onde os ocupantes apresentem similaridades.



CLASSIFICAÇÃO






Tipo 1 (T1) – Nesse tipo são agrupados tripulantes que apresentam aparência totalmente humana. Se não fossem seus trajes ou sua relação evidente com discos voadores, passariam por seres humanos comuns.



T1V1 – Altura entre 1,6 a 1,7 metros, cabelos ruivos, pele clara ou ligeiramente escura. Agem com naturalidade e tendem a se aproximar das testemunhas, as vezes lhes dirigindo palavras em língua conhecida ou não. Suas expressões faciais são belas, apresentando algumas vezes um olhar penetrante. A vestimenta em geral é um macacão de duas peças, com botas curtas. Não são agresivos e não usam armas.



T1V2 – Altura entre 1,7 e 2 metros, pele clara, porte físico médio ou delgado. Usam trages colantes e costumam manter-se a grandes distâncias das testemunhas.



T1V3 – Variação que o autor reputa como muito bem caracterizada. Altura acima de 2 metros, roupa justa com escamas brilhantes. Usam uma arma em forma de esfera luminosa.



Na pesquisa, constam 18 ocorrências envolvendo entidades T1V1; 5 casos envolvendo T1V2; e 4 envolvendo T1V3.






Tipo 2 (T2) – Consiste em ocupantes com aparência humana, porém pequena estatura, semelhante a crianças. O autor constata que sua atividade é, em grande parte, noturna, sendo extremamente ativos, rápidos e vivazes, podendo aparecer em grandes grupos. Fogem quando percebem observadores.



T2V1 – Pelo de cor normal e clara, altura de 1 a 1,2 metros, com físico normal ou forte. Vestem quase sempre uma espécie de uniforme, em alguns casos com uma luz brilhante sobre o peito.



T2V2 – Pele de cor escura, altura de 0,7 a 1 metro, com rosto de aparência normal e atitude amigável.



T2V3 – Pele de cor verde.



Na pesquisa, constam 13 ocorrências envolvendo entidades T2V1; 4 casos envolvendo T2V2; e 3 envolvendo T2V3.






Tipo 3 (T3) – Este tipo inclui todos os ocupantes que apresentam uma aparência masculina, mas usam cabelos longos. A relevância desse elemento para criar um novo tipo é, com razão, severamente criticada por alguns pesquisadores, como Reinaldo Stabolito.3 Na realidade, o T3 poderia ser tratado como uma extensão de T1.



T3V1 – Altura normal, entre 1,65 e 1,72 metros. Parecem sentir-se à vontade no ambiente terrestre. Têm atitude amigável.



T3V2 – Altura pequena, entre 1,25 e 1,5 metros, pele clara, rosto normal com variantes de queixo saliente e testa alta. Predomina o uso de uma vestimenta parecida com um macacão com cinturão.



T3V3 – Altura relativamente alta, de 2 metros ou acima. Aparência robusta e belos traços faciais.



Na pesquisa, constam 5 ocorrências envolvendo entidades T3V1; 6 casos envolvendo T3V2; e 3 envolvendo T3V3.





Tipo 4 (T4) – São incluídos neste tipo os tripulantes que apresentam uma pele com aspecto “grosseiro”, totalmente enrugada ou cheia de caroços.


T4V1 – Pele parecendo queimada e com altura em torno de 1,7 metros.



T4V2 – Pele enrugada, com caroços ou buracos, e altura entre 0,9 e 1,2 metro.



T4V3 – Pele  ”grosseira”, clara ou escura, variantes de cabeça calva e olhos grandes e redondos. Altura que varia entre 0,9 a 1,2 metros.



Na pesquisa, consta 1 ocorrência envolvendo entidades T4V1; 4 casos envolvendo T4V2; e 5 envolvendo T4V3.






Tipo 5 (T5) – Aqui se incluem todos os ocupantes que apresentam cabeça desproporcionalmente grande em relação ao resto do corpo.



T5V1 – Olhos de tamanho e aspecto normais e altura em torno de 1,2 metros.



T5V2 – Olhos extremamente grandes e redondos e altura em torno de 0,9 a 1,4 metros.



Na pesquisa, constam 4 ocorrências envolvendo entidades T5V1 e 7 envolvendo T5V2.



Tipo 6 (T6) – Todos os tripulantes que apresentam o corpo coberto de pelos. A altura costuma ser entre 0,9 e 1,2 metros e o comportamento variável, podendo ser violento. Na amostra, usaram roupas uma única vez.



Na pesquisa, constam 7 ocorrências envolvendo entidades T6.





Tipo (T7) – Inclui ocupantes que usam máscaras para respirar, deixando parte do rosto ou do corpo descoberta. A altura varia entre 1,7 e mais de 2 metros. Nos casos registrados, todos os tripulantes diferem em grande quantidade de detalhes.


Na pesquisa, constam 4 ocorrências envolvendo entidades T7.



Tipo 8 (T8) – Estão incluídos neste tipo todos os tripulantes de pequena estatura que usam escafandros.



T8V1 – Altura variando entre 0,9 a 1,2 metros, são ativos, evitam testemunhas e parecem se interessar por tudo o que existe no solo.



T8V2 – Altura variando entre 1,3 a 1,6 metros, reagem com armas paralisantes quando descobertos, usam vestimentas com luzes sobre o peito e pequenas botas.



Na pesquisa, constam 14 ocorrências envolvendo entidades T8V1 e 10 envolvendo T8V2.





Tipo 9 (T9) – Estão incluídos neste tipo os ocupantes usando roupas com escafandro e com uma altura variando entre 1,7 e 2 metros.


Na pesquisa, constam 10 ocorrências envolvendo entidades T9.



Tipo 10 (T10) – Incluem-se aqui os tripulantes com altura de 2 a 2,5 metros, usando roupa de escafandro e apresentando grandes olhos arredondados.



Na pesquisa, constam 4 casos envolvendo entidades T10.




Tipo 11 (T11) – Incluem-se neste tipo os ocupantes, com ou sem escafandro, que apresentam uma característica ciclópica.



T11V1 – Altura entre 2 e 2,5 metros, tendo variantes com emissão de luminosidade pelo globo ocular.



T11V2 – Altura em torno de 0,8 metros.



Na pesquisa, constam 4 ocorrências envolvendo entidades T11V1 e 3 envolvendo T11V2.



Tipo 12 (T12) – Este tipo inclui tripulantes com escafandro e estatura de 2,4 a 3 metros.



Na pesquisa, constam 4 casos envolvendo entidades T12.



EXTENSÕES



Listamos aqui os cinco Casos Isolados (CI) e o Tipo Suplementar constate no trabalho original de Jader Pereira.  Podemos acrescentar novos Tipos Suplementares e Casos Isolados, conforme a necessidade. As informações contidas nos casos listados por Jader são apenas aquelas constantes no trabalho original.






CI1 – Ocorrido em Branch Hill, em Ohio, EUA, em março de 1955. Os alienígenas tinham altura de 1 metro, com pele cinzenta e “rosto como o de uma rã”, conforme a testemunha. O corpo era assimétrico, com o tórax direito maior que o esquerdo. Usavam vestimenta colante de cor cinza.



CI2 – Ocorrência em Kelly, Kentucky, EUA, em 21/08/1955. Entidades com altura de 1 metro, cabeça de tamanho normal para a altura, grandes olhos redondos, um risco no lugar da boca e orelhas enormes e pontudas. Corpo era luminoso, com braços longos e pernas curtas.



CI3 – Monte Maís, Argentina, em 12/10/1963. Altura variava entre 4 e 5 metros. Vestimentas eram colantes, com escafandro brilhante e pequena antena na parte superior.



CI4 – Santiago, Chile, em 10/11/1968. Criatura descrita como “parecida com uma pequena mulher”. Tinha boca grande e orelhas pontudas, não havendo informações adicionais.



CI5 – Long Prairie, Minnesota, EUA, em 23/10/1965. Segundo o autor, seres seriam claramente robôs. Tinham apenas 15 centímetros de altura, forma de lata cilíndrica com cor marrom escura, três pernas como se fossem barbatanas, com a de trás servindo de apoio quando as criaturas paravam, e dois braços como “paus de fósforo”. Esse caso é descrito, mas não é classificado como CI no trabalho original.






Tipo Suplementar 1 (TS1) – Envolve entidades aparentemente “amorfas”, ou seja, com o corpo mais ou menos arredondado, sem forma definida. A cabeça também tende a ser arredondada, embora menor. A cor é normalmente cinza e altura varia de 0,4 a 1 metro.



Na pesquisa, constam 3 ocorrências envolvendo entidades TS1.



Nos resultados finais do trabalho, Jader conclui que conhecemos pouco sobre os ocupantes dos UFOs, ignorando suas características estruturais internas, fisiologia, faculdades sensoriais e psiquismo. Ele também apresenta uma série de “Conclusões Preliminares”, das quais algumas merecem nota.



Primeiro, na amostra, o aumento n o volume de observações se inicia principalmente ao fim da tarde, tendo como pico as 23h-24h e vale as 15h-14h. A observação dos tripulantes ocorrem predominantemente a curtas distâncias  - 66% até 15 metros, o que sugere que eles tendem a se afastar pouco do objeto. Há mais avistamentos em campo aberto ou próximo a estardas (57%) que detro de cidades e suas cercanias (15%). Tripulantes usando escafandros são muito mais arredios, fugindo das testemunhas. A agressividade também aumenta conforme aumenta sua diferença para com os seres humanos. Como regra geral, só se observa uma única variação de ocupantes por caso.



A linguagem utilizada pelos ocupantes nos casos em que se comunicam com a testemunha ou entre eles tem particularidades interessantes. Há uma variedade grande na descrição das palavras em língua desconhecida (palavreado estranho, sons ininteligíveis, gorgoldas guturais, grunidos de porco,  gasnados, linguagem com o som “K” frequente, som musical, etc). As línguas conhecidas observadas na amostra foram espanhol, inglês, português e francês.



Os diálogos são bastante variados, indo de frases soltas até longas conversas. O pesquisador nota alguns pontos em comum nos diálogos em espanhol, onde há o predomínio de “convites” para as testemunhas visitarem o planeta natal dos tripulantes, e inglês, onde a despedida típica é a promessa do “nós voltaremos”. A análises dos casos leva o pesquisador a suspeitar da veracidade das informações fornecidas pelos alienígenas, muitas vezes de conteúdo ingênuo ou absurdo, como afirmar serem originários de Vênus, Marte ou Saturno. Suspeitando do fornecimento deliberado de informações irreais, o pesquisador propõe que se elimine o conteúdo dos diálogos como elemento de peso na análise de credibilidade dos casos.



FICHAMENTO





1. Jader U. Pereira. Tipologia dos Humanóides Extraterrestres. Coleção Biblioteca Ufo 1. p. 7. A maior parte das imagens que ilustram esse artigo foram elaboradas com a ajuda das ferramentas disponíveis em http://www.heromachine.com/. [↑]

2. Revista UFO, nº 86. Abril, 2003. p. 14. [↑]
3. Revista UFO, nº 86. Abril, 2003. p. 14. [↑]

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