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13 de ago de 2014

GOVERNO BRASILEIRO LIBERA UM DOS MAIS IMPORTANTES DOCUMENTOS SECRETOS SOBRE OVNIs.




Acervo guarda desenhos de pessoas que alegam ter visto óvnis
As Forças Armadas acabam de liberar o terceiro e talvez mais importante lote de documentos “secretos” a respeito de supostas aparições de óvnis (objetos voadores não-identificados) em território nacional. Nesta quinta-feira, 07 de agosto, finalmente um novo lote de documentos foi liberado, novamente graças aos esforços da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU).
O conjunto inclui dois relatórios estatísticos, além de filmes e gravações. A liberação dos documentos tinha sido exigida por 500 terráqueos que se reuniram no 4º Fórum Mundial de Ufologia, que aconteceu em dezembro de 2012 em Foz do Iguaçu (PR). Segundo o editor da revista especializada “Ufo” e organizador do fórum, Ademar José Gevaerd, “não há motivo para os relatos acerca de aparições ufológicas terem tratamento restritivo”.
Pelo relatório estatístico elaborado em 2001, fica-se sabendo que a Aeronáutica catalogou 662 casos de aparições de objetos voadores não-identificados, entre os anos 1954 e 2000. E que os anos de glória da ufologia nacional foram 1977 e 1978, em que se registraram 85 e 63 aparições, respectivamente.
Mas tem muito mais:

– Descobre-se que as naves espaciais alienígenas tem estranhos hábitos notívagos. Nada menos do que 77,4% das aparições ocorreram entre 18h e 5h59.

– Que o Estado que mais viu óvnis foi o Pará, que sozinho registrou 133 casos. Em São Paulo, foram 97.

– Que 214 óvnis apareceram na forma de luz. Apenas 28 tinham a forma celebrizada pelos filmes de ficção cientítica, aquela com aparência de um chapéu amassado.

A Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) pretende usar os dois relatórios para solicitar, com base na Lei de Acesso à Informação, o “inteiro teor de todos os casos listados”, já que se supõe que cada uma dessas alegadas aparições possa ter gerado relatórios, gravações, filmes e fotografias.
É longo o histórico de cooperação entre a FAB e a ufologia, um campo de interesses dado a reunir gente com imaginação além do habitual. Desde 1954, a Aeronáutica já discutia assuntos ufológicos com a Comissão de Investigadores sobre Discos Voadores. Em 1969, um órgão oficial foi criado para estudar o assunto, o Sioani (Sistema de Investigação sobre Objetos Aéreos Não-Identificados). Em 1986, o então comandante da Aeronáutica produziu o “aviso secreto 001”, transferindo para o Comdabra (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro) a responsabilidade de reunir todos os relatos de óvnis.
Ao Fórum de Ufologia de Foz do Iguaçu, a Aeronáutica até enviou um representante oficial, o capitão Herbert Filgueiras. Para muitos dos participantes, foi a chancela definitiva, o selo de qualidade que faltava na crença de que, afinal, “não estamos sós”...
A abertura dos “arquivos X” da Força Aérea já produziu descobertas sensacionais, como aquela que foi garimpada entre as milhares de páginas liberadas em 2009. Trata-se de oito páginas, todas com o carimbo de “Confidencial”, que compõem um tal “Relatório de Ocorrência de 2 de junho de 1986”, assinado pelo brigadeiro-do-ar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, comandante interino de defesa aérea do então Ministério da Aeronáutica.
O documento relata minuto-a-minuto a aparição de uma suposta esquadrilha de óvnis voando em velocidades subsônicas e supersônicas, além de se manter em "voo pairado" sobre a cidade de São José dos Campos (a 94 km de São Paulo). Toda a movimentação dos 21 objetos teria sido acompanhada por radares e visualizada pelo operador da torre de controle aéreo de São José.
O avião Xingu prefixo PT-MBZ, que passava pela região no mesmo momento, e que levava a bordo o então presidente da Petrobras, coronel Ozires Silva, também teria visualizado a tal esquadrilha... Seu depoimento enche de coragem todos os que são acusados de loucos ao relatar um avistamento:
– Quando nos aproximávamos de São José dos Campos, a bordo do avião Xingu PT-MBZ, Brasília pediu para observarmos alguns pontos que estavam sendo detectados pelo radar, e que não estavam registrados como vôos regulares dentro daquela área.

– Na altura de 600 metros, vimos pontos luminosos, de cor laranja-vermelhado, com brilho muito intenso.

– Tentamos nos aproximar das luzes, mas desistimos. As luzes apagavam e acendiam em lugares diferentes. Observamos variações muito rápidas de velocidade.

– As luzes tinham presenças reais, eram alvos primários no radar, alvos positivos, uma coisa concreta.

– Se não fosse detectado pelos radares, eu não teria falado nada.

– Está registrado em fitas pelo radar.

– Não consegui identificar nada.





As conclusões do Relatório de Ocorrência também são estimulantes:
“Este Comando é de parecer que os fenômenos são sólidos [ou seja, não apenas luminosos] e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também de voar em formação, não forçosamente tripulados”.
Uau! Vem coisa muito louca por aí.
Agora, compare a atitude da Aeronáutica que faz um relatório como esse e o libera para consulta (apesar do risco de cair no ridículo) e a mesma Aeronáutica, que nega qualquer informação sobre o que ocorreu nas suas dependências durante a caçada aos “inimigos políticos” do Regime Militar implantado no Brasil entre 1964 e 1985.
A Comissão Nacional da Verdade, encarregada de apurar os crimes contra os Direitos Humanos cometidos pelo Estado Brasileiro, havia solicitado à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica que lhe enviassem informações sobre abusos ou irregularidades que ocorreram em suas unidades durante a Ditadura.
(É mais do que notório, para ficar em apenas um exemplo, que o militante Stuart Jones, filho da estilista Zuzu Angel, foi preso, torturado e assassinado na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.)
Pois não é que a arma chefiada pelo mesmo tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito, que cumula os ufólogos de gentilezas, teve a desfaçatez de produzir um relatório de 145 páginas em que, depois de incrível enrolação, incluída a história da aviação praticamente desde Santos Dumont, ousa desafiar a inteligência nacional?


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