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5 de set. de 2010


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Estamos sós?

Vilarejo de Tabuleiro, a 190 km de Belo Horizonte: uma das regiões com maior número de relatos de aparições de óvnis de Minas Gerais.

Texto: Terezinha Moreira | Fotos: Nélio Rodrigues

Eram 3h45 da manhã quando o aposentado Joaquim Ferreira de Aguiar viu uma luz no terreiro. Era tão forte e intensa que suas vistas doeram. Para proteger os olhos, colocou o braço esquerdo na frente e continuou a olhar a forte luz pela janela. “Chamei meus filhos, mas eles não quiseram se levantar. Os dois me disseram que aquela luz não era coisa deste planeta. E eu concordei com eles.” O caso aconteceu em 1987 no pequeno vilarejo de Tabuleiro, distrito de Conceição do Mato Dentro, a 190 km de Belo Horizonte. Lúcido, Joaquim, hoje com 92 anos, conta ainda que ouviu conversas dentro da suposta espaçonave, mas não conseguiu entender nenhuma palavra do que os seres diziam. Quando decolaram, fios de alta tensão da rede elétrica nas proximidades estouraram, segundo o aposentado. Mas o pior mesmo foi o que aconteceu com a visão de seu Joaquim. “Quinze dias depois que vi o disco voador comecei a ficar cego. Mas minha cegueira é diferente. Quando o problema começou, minhas vistas ficavam brancas e, às vezes, escuras”, relata.
Seu Joaquim é apenas uma en­tre tantas pessoas de Tabuleiro que asseguram ter visto objetos voadores não identificados (óvnis). São tantas narrativas, ca­sos e histórias que a região é alvo de curiosidade por parte de ufólogos e cientistas. Alguma explicação? Seria um local atraente para visitantes de outros planetas? Ou a imaginação popular dá o tom das narrativas entre os moradores? Perguntas ainda sem respostas. Nem ufó­logos, nem cientistas conseguem explicar o motivo de tantos relatos. Mas a verdade é que andando por lá é difícil encontrar uma pessoa que nunca tenha visto fortes luzes nos céus de Tabuleiro em noites sem luar. Mesmo os que nunca presenciaram, conhecem alguém com histórias pra lá de misteriosas.
Os fenômenos ufológicos que assustam Tabuleiro começaram a ser registrados nos anos 80. O local despertou o interesse do ufólogo Albert Eduardo quando ouviu relato de abdução de um homem chamado Ocilo. Os moradores contam que, ao voltar para a Terra, após passar horas nas mãos de alienígenas, Ocilo portava uma espécie de placa na testa. “As conseqüências dos contatos extraterrestres não têm sido muito boas para o povoado”, comenta o ufólogo. Ele conta que Ocilo morreu alguns anos depois, vítima de leucemia.
Este não foi o único caso de abdução em Tabuleiro, segundo os moradores. Eles relatam que um jovem foi levado do vilarejo e encontrado algum tem­po depois no estado do Pará. Quando foi devolvido à Terra estava com problemas mentais. “A complexidade dos casos ufológicos de Tabuleiro é muito maior do que se imagina”, atesta Albert. E foi justamente esta preocupação que levou o ufólogo a estudar mais a fundo os relatos lá ocorridos.
Para o astrônomo e professor da UFMG, Bernardo Riedel, a maioria das visões é facilmente explicada. Os objetos, segundo ele, podem ser algum tipo de avião ou fenômeno atmosférico. Grande parte dos relatos está sujeita a contestações. “Porém, conheço pessoas respeitáveis – que não mentiriam nunca e têm noção do que vêem porque são professores universitários – que viram objetos voadores não identificados e não conseguiram explicar o fenômeno”, afirma Riedel. Para o astrônomo, falar que não existem seres extraterrestres é um absurdo. “Seria muita presunção de nossa parte achar  que somente nós existimos no universo.”
O agricultor Geraldo Rodrigues de Carvalho, 64 anos, que há 20 mora em Tabuleiro e cultiva milho e mandioca, por várias vezes avistou luzes estranhas nas proximidades de sua casa. A última foi há menos de um mês. “Vi uma luz muito forte do tamanho de uma antena parabólica. Ela estava a mais ou menos 300 metros da minha casa. Era avermelhada e ficou parada por uns 20 minutos”, descreve o agricultor. Geraldo conta que é bastante comum a observação desses tipos de luzes. “Tenho certeza de que não é avião porque a luz fica no mesmo lugar e a uma distância bem pequena da terra. Depois some”, conta.  
A agricultora Zenita Costa Silva, 65 anos, é outra que jura ter visto uma espécie de aeronave, por quase 15 minutos, bem próximo à sua casa em Tabuleiro, em 1986. “Era perto de meia-noite quando vi o disco voador rodar e parar no terreiro. O cachorro latiu muito e fiquei observando de dentro de casa”, relembra. Grávida de quase nove meses, ela acordou o marido. A aposentada diz que antes de o objeto aterrizar em seu quintal, sentiu o telhado da casa estremecer. Zenita conta que esta não foi sua única experiência ufológica. Alguns anos depois ela, uma amiga e a filha de 7 anos estavam na praça, em Tabuleiro, quando viram uma grande luz nas cores verde e amarelo rondar o vilarejo. Assustadas, tomaram o caminho de casa e, na estrada, esconderam-se debaixo de uma árvore.
Outra que usou uma árvore para se esconder de supostos discos voadores na região de Tabuleiro foi a aposentada Violeta Madalena da Cruz, 83 anos. Ela estava no meio da mata com um filho, colhendo mel, quando perceberam uma forte luz verde e vermelha do tamanho de uma roda de carro que se aproximava. “A luz veio rodando, rodando, mas não fazia nenhum barulho. Era tão forte que iluminava todo o chão numa grande distância. Sentimos muito medo e nos protegemos debaixo de um pé de candeia.”
Em outra ocasião, Violeta viu novamente uma forte luz, que, desta vez, pousou no quintal de sua casa. O objeto tinha formato comprido. “Tenho muito medo porque a gente não sabe nada sobre essas luzes”, declara Violeta. Mistério que parece ter raízes há milênios. Na própria bíblia, no livro do profeta Ezequiel, é descrita a existência de seres de outros planetas. A passagem bíblica é citada pelo astrônomo Bernardo Riedel, que se diz impressionado com a clara descrição de um óvni. O texto diz o seguinte: “Eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia contínuas labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saíam quatro seres viventes, que tinham a semelhança de homem.” Sejam relatos bíblicos ou dos moradores de Tabuleiro, há milênios ou agora, o questionamento ganha cada vez mais força e uma aura de mistério: estamos sós no universo?

4 de set. de 2010

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O Ministério da Defesa e os Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha liberaram mais de 6 mil páginas de documentos que incluem relatos de aparições de Ovnis (objetos voadores não identificados) entre 1994 e 2000. Um deles inclui a aparição de Ovnis que sobrevoavam o Chelsea, clube de futebol de Londres, e a residência de um ex-ministro do Interior, Michael Howard.

Os relatos dão detalhes sobre a aparência dos objetos – de vários formatos e tamanhos – e incluem desenhos feitos por testemunhas. Um homem disse à polícia que vomitou e adquiriu “um distúrbio de pele” depois que um estranho “tubo de luz” envolveu o seu carro no Vale de Ebbw, no País de Gales, no dia 27 de janeiro de 1977.
Em outro caso, um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, foi filmado. A aparição foi informada à guarda costeira, que alertou embarcações no Mar do Norte. A tripulação de um barco disse que viu mais Ovnis.
Força Aérea
Os documentos também incluem uma carta de um alto funcionário do Ministério da Defesa, Ralph Noyes, em que ele diz ter visto um filme com Ovnis feito por pilotos de caça da Força Aérea Real da Grã-Bretanha em 1956. Noyes alega que as imagens foram mostradas em uma sessão secreta organizada por integrantes da defesa aérea no prédio do Ministério da Defesa em 1970.
E um memorando revela como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill manifestou curiosidade sobre “discos voadores” e pediu um briefing de seus ministros sobre o assunto. Depois de um estúdio realizado pelos serviços de inteligência em 1951, concluiu-se que “discos voadores” podem ter quatro causas – fenômenos meteorológicos ou astronômicos, identificação errônea de aeronaves convencionais, ilusão de ótica e delírios psicológicos ou trotes deliberados.
Especialistas afirmam que os documentos mostram como os formatos dos Ovnis mudaram nas últimas décadas, e a explicação pode estar nas representações que a cultura popular tinha desses objetos. Vários relatos neste último lote de documentos – o quinto de um projeto de três anos para a liberação de arquivos – descrevem as supostas naves alienígenas como grandes, pretas e de formato triangular, com luzes nas pontas. Nas décadas de 1940 e 1950, o formato predominante era de disco.
“No período coberto pelos mais recentes documentos liberados, bombardeiros americanos de formato triangular e aviões espiões Aurora apareciam muito na TV, assim como em programas como Arquivo X e filmes como Independence Day, lançado em 1996, e os relatos de aparições de Ovnis são semelhantes”, disse David Clarke, autor do livro The UFO Files e professor de Jornalismo da Universidade Hallam Sheffield, ao jornal britânico The Daily Telegraph.
“É impossível provar uma ligação direta entre o que as pessoas estão lendo e vendo e o que elas dizem ser Ovnis, mas uma interpretação pode ser que os mais recentes avanços na tecnologia podem estar influenciando o que as pessoas veem no céu”, concluiu. Os arquivos estão disponíveis para baixar de graça por um mês a partir do website dos Arquivos Nacionais.
Um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, integra os arquivos britânicos
Um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, integra os arquivos britânicos
Fonte: BBC Brasil/Terra

1 de set. de 2010

UFOLOGIA NÃO RECONHECIDA NO MEIO CIENTÍFICO?


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Por quê a Ufologia não é reconhecida como ciência?


A Ufologia é um estudo que vem se desenvolvendo à muitos e muitos anos. Verificamos que é uma pedra no sapato de cientistas, pesquisadores de outras areas e principalmente do fator religião. Notamos que apesar das evidências, muitas instituições e a própria mídia vem escondendo fatos que não podem nem devem ser mais escondidos. Perguntamos a essas pessoas porque o mêdo de encarar fatos que não podem ser mais varridos para debaixo do tapete? Porque não admitir a realidade dos acontecimentos, e não rotular o fenômeno como fraude, balões meteorológicos, coisas do demônio, e outras infantilidades. Acredito que chegou a hora de admitirmos que não somos os únicos nesse universo grandioso. A realidade é que determinadfas pessoas não estão preparadas para o fenômeno. Isto inclui desde a forma como determinadas pessoas foram criadas, os tipos de conhecimento que tiveram acesso, e acima de tudo o mêdo hereditário de afetar um Deus que nos vigia 24 horas do dia.
Há 50 anos, os governos das maiores nações do mundo sabem que os UFOs existem. Desde então, os EUA mantêm projetos secretos de pesquisas com orçamentos milionários, que analisam as constantes visitas dessas naves.
O fenômeno UFO é coisa muito antiga, e não vai ser qualquer tipo de pressão que vai eliminá-lo de nossas vidas. Os cientistas e estudiosos querem levar o fenômeno UFO para o laboratório, mas tal situação não se submete a esse tipo de coisa. A ufologia é um assunto além de ser controverso, é muito estranho até para quem o estuda, pois dentro dêle existem variantes que incluem outros fenômenos inexplicados, como a Parapsicologia, o Espiritualismo, a Física, a Psicologia, e outras ciências que procuram levantar uma hipótese viável para explicar o fenômeno, que por sua vez é inexplicado.
A Ciência pressupõe métodos ortodoxos, a afirmações e confirmações somente através de Teoria, que é a verdade comprovada, matemáticamente ou empíricamente mas sem deixar margem para dúvidas. Se existe a dúvida, continua como hipótese. No momento atual, com as mais diversas correntes de pensamento dentro da Ufologia, ela se torna muito rica, mas nunca ciência no sentido de ciência exata.
Acredito que por vários tipos de pressões, sendo que uma das maiores sérias, a religiosa. Não apenas a igreja católica, mas a maioria.
Claro que os interesses políticos também são importantes (talvez até mais), pois quem tem tantas informações e fatos escondidos não pode querer que se aprofunde pesquisas em torno desse assunto. Torna-se, então mais fácil e eficiente atacar e ridicularizar aqueles que se esforçam em saber a verdade.
O último aspecto que quero abordar é a (infeliz) existência de charlatões que fraudam provas e acabam prejudicando aqueles que são sérios e honestos buscadores da verdade.
A Ufologia, de uma certa forma, é uma investigação do gênero policial, mas do ponto de vista estritamente científico, sua “prática” não pode ser enquadrada como uma “Ciência”. Ela é tão somente uma frente de investigação contra o ocultamento de certos fatos por parte de setores governamentais — com a anuência de outros setores a quem também este ocultamento interessa política e ideologicamente — e que não só pode como deve valer-se das mais diversas disciplinas científicas para fazer suas provas e fundamentar sua denúncia perante a academia, a sociedade civil organizada e a opinião pública em geral.
A Ufologia é um movimento internacional contra o boicote extra-oficial ou oficioso em relação à presença de alienígenas na Terra e sua estreita relação com as nossas próprias origens e processo evolutivo em curso.
Outro problema, é o conjunto de técnicas organizadas e necessárias para se chegar a um resultado, não foi ainda definido ou não está totalmente organizado pelos que a estudam, nem possui a metodologia técnico/científico necessária, para definir o que é ou não a base do seu estudo, as aparições, os fenômenos.
Não há métodos padronizados de pesquisa amplamente utilizados, cada grupo ou mesmo pesquisador usa métodos próprios de pesquisa.
Além disso, a impossibilidade de reproduzir um grande número dos fenomemos registrados, leva a não aceitação destas conclusões como científicas, no sentido real do termo. A falta de credibilidade dos testemunhos, muitas vezes induzidos de forma subconsciente pelos entrevistadores ou influenciados pela mídia, leva a frequente inutilização deste tipo de prova.
Portanto, a Ufologia nunca será uma ciência, mas sempre uma atitude de cidadania onde cidadãos organizados pressionam de alguma forma o governo e o sistema em busca da conscientização da sociedade para esta realidade oculta mas que de alguma forma a afeta


FONTE: enigmadown.wordpress.com


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A importância da pesquisa de campo na Ufologia


Quando a Ufologia faz sua investigação e estudo, nos mínimos detalhes e sistematicamente, visando descobrir, estabelecer ou comprovar fatos, princípios e teorias referentes à sua área, está empregando a pesquisa.
 


                                  Serra do Cipó - MG.

PAULO WERNER EM PESQUISA NA SERRA DO CIPÓ -MG
 
Já a fase de levantamento de dados ufológicos, surgidos após avistamentos, aterrisagens dos OVNIs (com seus tripulantes) como também quedas dessas misteriosas naves e de objetos ou resíduos provenientes delas, e, ainda, as marcas físicas no solo, deixadas pelas mesmas, é chamada de investigação.
O desconhecimento conceitual desses 2 importantes termos científicos faz com que, no Brasil, muitos Ufólogos (especialmente os da nova geração) reliram-se, nos seus trabalhos, à pesquisa quando na realidade estão falando de investigação Ufológica. Infelizmente a pesquisa Ufológica em nosso país ainda engatinha, devido a uma série de problemas especialmente, à inexistência de técnicos especializados nesse campo e a falta de recursos materiais para a aquisição de aparelhagem adequada, geralmente cara e sofisticada. É de bom alvitre, ressaltar-se que hà as honrosas exceções mas, mesmo assim, elas ainda apresentam características de especializações não visualizando o fenômeno OVNI, como um todo, analisando apenas aspectos isolados dos dados coletados. A conjugação dessas deficiências humanas com os fatores materiais cria uma carência técnico-científica, impeditiva da comprovação real do fenômeno OVNI.
Destarte, o que há, em termos de metodização de pesquisa Ufológica, é apenas a Investigação, a qual é empregada pela maior parte dos grupos que se dedicam à materia e, assim mesmo, de uma forma irregular, já que seus pesquisadores (na sua maioria, amadores) não estão devidamente capacitados, desconhecendo os requisitos mínimos da prática científica, quanto à coleta de dados e o adequado tratamento dos mesmos. Dessa maneira, tais grupos fazem, empiricamente, suas investigações, e os resultados desses levantamentos são apresentados de forma incompleta, simplista, inexperiente, e numa feição redatorial que deixa muito a desejar. Mesmo com essas deficiências sanáveis (através de cursos de qualificação e como medida geral a padronização das normas de investigação de campo), devemos louvar o esforço, a abnegação e a persistência dos membros e dirigentes desses grupos espalhados por todo o Brasil, que não medem sacriflcios para atingir a verdade Ufológica, em toda sua plenitude. A pesquisa Ufológica de campo (termo inadequado, conforme o exposto acima) é a ponta-de-lança da Ufologia, que sem o respaldo dessa ficaria simplesmente inoperante, frente ao acervo imenso de informações e relatos recebidos sobre avistamentos, aterissagens e outros fatos ufológicos, se tais dados não fossem verificados através de investigações oportunas e competentes. Essa inação transformaria em letra-morta esse acúmulo de informações, gerando perdas irrecuperáveis para o desvendamento do milenar e sempre presente mistério OVNI.
A investigação de campo serve de elo entre a teoria e a prática Ufológica, e o setor desse liame é o investigador, que deve possuir certos atributos indispensáveis ao trato de sua espinhosa e importante missão. Dentre essas características, sobressaem-se: boa vontade, disposição, honestidade, interesse, paciência, conhecimentos teóricos de Ufologia e técnicas de entrevista (principalmente a de saber ouvir os "OVNI-envolvidos" e, acima de tudo, uma mente aberta, sem preconceitos, tabus, fanatismo ou discriminações de qualquer ordem. Com a satisfação desses pré-requisitos, o investigador deve munir-se do instrumental básico para realizar suas tarefas. Na observação e coleta de dados, ele não pode desprezar nenhum elemento ou detalhe, visto ou achado, por mais insignificante que seja. Dentro desse complexo e amplo contexto, vemos que é primordial o valor da investigação de campo, desde o contato inicial com o "OVNI-envolvido", até o relatório final, contendo todos os dados abrangentes do fenômeno presenciado.

fonte:astronomy.br.tripod.com

23 de ago. de 2010

OPERAÇÃO PRATO

Militares da FAB investigaram OVNIs sobre o Pará 30 anos atrás

vinheta-clippingDuas dezenas de oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) estiveram envolvidos em uma missão sigilosa no meio da selva amazônica, no Pará, 30 anos atrás. Denominada Operação Prato, ela é a mais impressionante investigação de óvnis (objetos voadores não identificados) realizada pela Aeronáutica que se conhece. É uma espécie de caso Roswell brasileiro, com missões secretas, histórias e fenômenos sem explicação. Enquanto em Roswell, marco da ufologia mundial, os militares americanos primeiro admitiram a existência dos óvnis e depois negaram, os relatórios da FAB não deixam dúvidas: os oficiais do I Comando Aéreo Regional (Comar), em Belém, designados para a operação, que ocorreu nos quatro últimos meses de 1977, afirmam ter presenciado – mais de uma vez – UFOs cruzando o céu da Amazônia.
Detalhes da Operação Prato estão em relatórios sigilosos que acabam de ser liberados pelo governo federal para consulta no Arquivo Nacional, em Brasília. Desde o ano passado, estão vindo a público documentos, alguns guardados há mais de 50 anos. Todos os arquivos secretos de UFO estão sob responsabilidade da Casa Civil desde 2005. Há 1.300 folhas de um total estimado em 25 quilos de material, com descrições, croquis e fotos de óvnis referentes a três lotes de informações da FAB. Os dois primeiros contêm relatos dos anos 50 e 60. O último, aberto em maio e do qual faz parte a Operação Prato, cobre a década seguinte. No próximo mês, será a vez do acervo dos anos 80. ISTOE recriou em desenhos histórias contidas nos documentos.

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Os arquivos também mostram que a Aeronáutica teve um departamento específico de estudos sobre UFOs entre 1969 e 1972. O Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani) funcionava nas instalações do IV Comar, em São Paulo. Composto por pesquisadores civis e autoridades militares, o Sioani saía à procura de casos pelo País. O material liberado revela com detalhes a doutrina desse departamento – além de cerca de 70 casos apurados, todos retratados com desenhos feitos pelos militares.
Entre o material disponível, a Operação Prato é considerada a mais intrigante. Das cerca de duas mil páginas de relatórios, 500 fotografias e 16 horas de filmagem documentadas pelos militares do I Comar, de Belém, apenas 200 páginas e 100 fotos tornaram-se públicas. Há relatos de 130 avistamentos por militares e civis. A missão, liderada pelo capitão da Aeronáutica Uyrangê Hollanda, tinha como objetivo investigar as ocorrências provocadas por um fenômeno batizado de chupachupa, que começou a ser relatado em 1976 por moradores da região oeste do Maranhão e se espalhou por Colares, a 80 quilômetros da capital paraense, como uma epidemia.
No total, 400 pessoas teriam sido atingidas por luzes que, segundo os depoimentos, lhes sugavam o sangue. Em um dos documentos oficiais, a médica Wellaide Cecim, que tinha 24 anos na época e atendeu a maioria dos pacientes, diz que os feridos apresentavam “paresia (amortecimento parcial do corpo), cefaleia, tonturas, tremor generalizado e queimaduras de primeiro grau, bem como marcas de pequenas perfurações”. Para desmistificar o fenômeno, o capitão Uyrangê, junto com sua equipe, foi designado para colher depoimentos durante o dia e ficar em vigília à noite munido de máquinas fotográficas Nikon, com teleobjetivas de 300 mm a 1000 mm, filmadoras e gravadores.
Acabou, porém, registrando e presenciando o que até então acreditava ser ficção científica. “Meu irmão viu várias naves”, contou à ISTOÉ Uyranê Soares de Hollanda Lima, referindo- se ao chefe da Operação Prato, que morreu em 1997. Comissário de bordo aposentado, Uyranê lembra bem de uma ligação feita por Uyrangê, no auge das investigações. “Ele me disse: “Hoje, um disco voador ficou a 50 metros da minha cabeça. Era do tamanho do (avião) DC-10 que você voa. Filmei e fotografei tudo.”" Para os ufólogos, o termo disco voador faz referência a objetos de vários formatos e cores que não são aviões, executam diversos tipos de manobras e aparecem em locais variados.
REVELAÇÃO Foram liberados três lotes sobre UFOs dos anos 50, 60 e 70. Em agosto, será a vez do material da década de 80
Há diversas ocorrências documentadas. A de número 16 da pasta Registro de Observações de Óvni, por exemplo, detalha um avistamento feito pelos militares, que escrevem sobre um “corpo luminoso, emitindo lampejos azulados de intensidade” de cor “amarela (âmbar ou quartzo-iodo)” que percorria uma “trajetória de curva à direita, descendente e ascendente” a uma velocidade estimada de 800 km/h. Ele foi presenciado em Colares, às 19h do dia 1º de nov embro de 1977, pela equipe do I Comar : “Além da luminosidade, o óvni apresentava um pequeno semicírculo avermelhado na parte superior. Sentido de deslocamento sudoeste/ nordeste. Ausência de ruído ou deslocamento de ar.” Entre as informações liberadas sobre a Operação Prato, não há registro de contatos com ETs, tampouco explicação para o fenômeno do chupa-chupa.
RETRATO 200 páginas e 100 fotos da Operação Prato tornaram-se públicas: missão na selva amazônica
Os arquivos, agora públicos, trazem depoimentos de civis, trocas de correspondências entre militares sobre óvnis, recortes de jornais da época e várias conversas entre pilotos e controladores de voos sobre estranhos fenômenos no espaço aéreo nacional: “Sierra Bravo Juliete, solicitaremos que… se possível, nos fornecesse toda a performance desse objeto luminoso e faremos uma gravação de vídeo, positivo?”, comunica a torre de controle de Brasília, como mostra um relatório, a uma aeronave, em 6 de dezembro de 1978. “Afirmativo, inclusive (a luminosidade) está agora a nossa direita, nos acompanhando, ela aumenta e diminui a intensidade… está… não é camada, não é nada… a gente vê que ela aumenta e diminui a intensidade”, responde o piloto. Diante de fenômenos desconhecidos no céu, a FAB orienta os pilotos a preencher um formulário. Hoje, o sistema é informatizado, mas, até meados dos anos 70, o papel ficava em bases aéreas e aeroportos. Estima-se que só 10% dos pilotos façam isso.
No momento, apenas os relatórios de UFOs classificados como reservados e confidenciais da Aeronáutica tornaram- se públicos. Espera-se que o Exército e a Marinha façam o mesmo. São aguardadas, também, as páginas com os carimbos de secreto e ultrassecreto. Por lei, as que cumpriram 30 anos de ressalva deveriam ser públicas, mas na prática não é o que ocorre. “Não se quebra uma cultura de uma vez. E eu não sou a favor de divulgar documentos que ferem a privacidade das pessoas, induzem pânico à população ou colocam a segurança do País em risco”, defende o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-comandante de operações da FAB e ex-presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
ILUSTRAÇÃO FERNANDO BRUM SOBRE FOTO DE FREDERIC JEAN
Relatos de civis
Desenhos de militares na Operação Prato retratam objetos vistos por testemunhas
CAUDA COLORIDA
Corpo luminoso de 1,50 metro de cor amarelo-avermelhada, deslocando-se a baixa altura (5 a 10 m), de forma circular. O óvni tinha cauda multicolorida, não fazia ruído e emitiu um foco de luz azulado, segundo um morador do município de Vigia, no Pará, que o teria avistado em 16 de outubro de 1977
O RUÍDO DO ÓVNI
O objeto de cerca de 1,40 m teria aparecido em Santo Antônio do Tauá, no Pará, em setembro de 1977, às 22h. A pessoa que o teria avistado o descreve como tendo a forma de um prato invertido com um vértice acentuado vermelho na parte inferior. Diz ainda que ele acelerou até atingir uma grande velocidade e produzia um ruído sibilante.
UFO PERFORMÁTICO
Com movimento ondulante, paradas e voltas rápidas em torno de um eixo, este óvni de forma ligeiramente cônica teria feito evoluções sobre a parte nordeste de Colares, no Pará, em 1977. A testemunha, que relatou ter observado o fenômeno às 18h30, teve a nítida impressão de o objeto ser de cor metálica
Por Rodrigo Cardoso
MÉTODO Além de relatórios (acima), o Sioani submetia a testemunha de um óvni a exames psicológicos
Hoje na reserva, o brigadeiro de 67 anos foi considerado por muitos anos o guardião da chave do cofre de segredos ufológicos brasileiros. Foi ele quem ordenou o recolhimento de todo material sigiloso produzido sobre o tema espalhado em bases aéreas e aeroportos do Brasil. A papelada foi levada para o Comando de Defesa Aeroespacial (Comdabra), em Brasília, onde ele exercia a função de comandante- geral, no início da década. Mas somente no ano passado os documentos começaram a chegar ao arquivo nacional.
Revirar os porões das Forças Armadas e revelar os segredos ufológicos é uma tendência verificada em outros países (leia quadro). “Com essa abertura, a Aeronáutica reconhece a necessidade de tratar o fenômeno UFO de maneira séria, deixando de lado o tom pejorativo e irreverente que quase sempre aparece quando se levanta a plausível hipótese de estarmos recebendo a visita de seres extraterrestres”, diz Ademar José Gevaerd, 47 anos, coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), que elaborou uma campanha em prol da liberdade de informações sobre UFOs.
Hoje, a pessoa que quiser relatar a aparição de um óvni dificilmente encontrará eco na FAB. “A Aeronáutica não dispõe de estrutura especializada para realizar investigações científicas”, informou a FAB à ISTOÉ. Porém, durante o funcionamento do Sioani, no IV Comar, toda testemunha era submetida a exames nos quais se avaliavam a presença de psicopatologia, o desvio de personalidade ou a tendência à mitomania. O Sioani procurava saber, ainda, a condição psicofísica da pessoa no momento da observação (em jejum, alimentado, com teor alcoólico, cansado, trabalhando ou distraído), se ela vivia tensões familiares ou políticas e qual religião seguia. O local da aparição do oani (objeto aéreo não identificado, como o óvni era chamado à época) também era esmiuçado: tipo de vegetação, umidade e temperatura aparecem citados nos relatórios.

ILUSTRAÇÃO FERNANDO BRUM SOBRE FOTO DE FREDERIC JEAN
“Admitir a “possibilidade” de existência do oani é atitude científica… penetrar no âmago do fenômeno, investigando- o sob os aspectos psiquiátricos, psicológicos, sociológicos, astronômicos, meteorológicos, jurídicos, etc, constitui uma necessidade. Eis a posição em que se coloca o Ministério da Aeronáutica”, diz um dos dois boletins produzidos pelo Sioani, que encerrou suas atividades supostamente porque pesquisar discos voadores não interessava mais aos militares, em meio à repressão no País.
Para os ufólogos, seria fundamental a liberação das filmagens feitas na selva amazônica para um estudo mais apurado dos fenômenos. No momento, nenhuma das 16 horas de filmagens feitas em super-16 mm estão disponíveis para consulta. Poucas pessoas fora do ambiente militar tiveram acesso a esse material. Pedagoga aposentada, em Belém, Nahima Lopes de Oliveira Gonçalves assistiu às gravações. Ela é filha do brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, que era comandante do I Comar, em 1977. “Papai chegava com os rolos de filmes e ia direto para a biblioteca”, conta ela, hoje, com 60 anos. “Um dia, ele deixou a gente assisti-los. Dava para ver luzes se deslocando em todos os sentidos”, completa, dizendo que seu pai, morto há seis anos, sempre acreditou em óvnis.
Astrônomo do Laboratório Nacional de Astrofísica, de Itajubá (MG), Carlos Alberto Torres afirma não fazer o menor sentido a iluminação em discos voadores. “Avião tem luzes para sinalizar para os outros”, diz. Para o professor de astrofísica João Steiner, da Universidade de São Paulo (USP), as histórias de avistamentos de óvnis não passam de ocorrências naturais para as quais a ciência ainda não tem explicação. O brigadeiro Pereira endossa o ceticismo: “Os fenômenos ocorrem, são investigados, tiram-se fotos e 98% dos casos a ciência explica. Agora, para os 2%, eu pergunto: cadê o ET, o pedaço da nave capturada?”
Parentes e amigos do capitão Uyrangê, que esteve à frente da Operação Prato, contam que ele teve até um contato imediato de terceiro grau na margem do rio Guajará-Mirim, no Pará, em dezembro de 1977. Ele e mais um oficial, também já morto, teriam avistado uma nave de 100 m de comprimento, no formato de uma bola de futebol americano, pousar em pé na outra margem do rio. A cerca de 70 m do local, os militares teriam visto uma porta se abrir no alto do objeto e um ET descer e flutuar sobre as águas. Após ouvir o relato dessa experiência, o comandante Protásio teria ordenado o fim da Operação Prato. Nem o contato imediato e nem o epílogo da missão constam do acervo liberado pelo Arquivo Nacional. Se vierem a público, Roswell deverá ficar a anos-luz das nossas histórias de UFOs.
FONTE: Revista Isto É, via Notimp
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