
Segundo Arnold, ao passar sobre as montanhas, ele viu nove objetos "em forma de discos" se movendo a grande velocidade, bem mais rápido que a velocidade do som -- cerca de 1.200 quilômetros por hora --, algo impossível para qualquer avião terráqueo naquela época. O próprio Arnold contou o que viu ao chegar à base -- e, claro, só foi ouvido por ser um piloto experimentado e um homem respeitado: "Enquanto voava em direção à Yakima, evolucionei sobre a encosta leste do monte Rainier esperando descobrir os restos de um avião de transporte do Exército, que se extraviara nessa zona. A atmosfera estava clara como cristal e, quando retomei meu rumo, um relâmpago brilhante refletiu-se no interior de minha cabine". Nesse momento, até onde se sabe, se deu o primeiro avisamento confirmado dos tempos modernos entre um ser humano e uma nave extraterrestre. O próprio Arnold relembra:
"Intrigado, olhei para trás e vi nove coisas, parecidas com aeronaves, que avançavam em diagonal, como se fossem uma corrente. Por um momento pensei que poderiam ser um novo tipo de avião a jato, mas em seguida descobri que não tinham cauda. Essas coisas desconhecidas voavam tranqüila e rapidamente entre os picos da montanha, com uma velocidade fantástica. Deduzi que a corrente deveria ter uma extensão de oito quilômetros e que, para cobrir a distância entre o pico do extremo sul do Rainier e o cume oeste do monte Adams, não tinham gasto mais de um minuto e quarenta e dois segundos. Voavam como gansos, mas como gansos mais velozes, nunca vistos, porque calculei que atingiam uma velocidade de 2.700 quilômetros por hora".
A partir do relato de Arnold -- publicado pelos jornais americanos e pesquisado pela Aeronáutica daquele país -- surge a palavra UFO, que em inglês é a abreviatura de objeto voador não-identificado. Muito se discutiu sobre o que Arnold realmente viu: a II Guerra havia acabado há pouco e os americanos tinham horror da União Soviética -- e, para muitos, aquelas coisas poderiam ser uma arma secreta americana. Outros, ao contrário, afirmavam que tudo fora apenas "ilusão de ótica" e que Arnold vira o que não viu. E, por fim, uns poucos chegaram a acreditar que aqueles UFOs seriam o início de uma futura invasão russa. Todas essas análises, no entanto, esbarravam em uma realidade: Arnold era um piloto muito experiente e não teria interesse em se tornar conhecido através de um fato desse gênero. Arnold, dessa forma, conhecia muito bem aquela região e era um piloto capaz de não confundir fenômenos atmosféricos -- nuvens, formação de tempestades, reflexos -- com objetos reais, ainda que desconhecidos. E, por último, as Forças Armadas americanas negaram sempre -- naquela época ou hoje em dia -- que estivessem pesquisando algum avião em forma de disco. Com tudo isso, e apesar de todas as tentativas do mundo oficial dizer que Arnold mentira, não foi possível comprovar que o piloto na verdade não tinha visto nada de estranho.
fonte analgesi.co.cc